Um brinde àqueles que nunca foram normais. Que nunca se conformaram. Que nunca conseguiram se deixar levar pela influência de um seguidor.
Um brinde àqueles que foram mandados parar. Para desistir. Para parar de tentar. Para se enfiarem numa caixinha, porque o mundo nunca precisou que eles abrissem os braços.
Um brinde àqueles que se recusaram a ouvir. Aos negativos. Aos pessimistas. Aos que deixam dúvidas e aos que procrastinam.
Um brinde àqueles que acreditam em ir embora. E em partir. E na novidade dentro da novidade. E em um mundo feito para nos lavar, nos mover, nos esculpir e nos transformar. E na coragem necessária para acreditar em todas essas coisas.
Um brinde àqueles que descobriram a recuperação após a escuridão. Àqueles que choraram no chão do banheiro. Àqueles que encontraram forças nas rachaduras da calçada. Àqueles que declararam novos dias, dias mais brilhantes e dias mais belos do que este.
Eis aqueles que dizem: "Superei", "Estou mais forte agora" e "Você nunca me completou. Não, isso nunca aconteceu". Que acreditam em sua integridade mesmo depois de se quebrarem. Que acreditam em estarem melhores do que nunca, mesmo quando a outra metade delas já está de olho na placa de saída de emergência.
Um brinde àqueles que desistiram de tentar. De agradar aos outros. De ser perfeitos. De se tornarem menores. De viver dentro das linhas. De colorir apenas com os clássicos vermelho, azul e verde, em uma vida que se encanta com fúcsia e dourado.
Eis quem acredita em sapatos e histórias. Botas de chuva amarelas para qualquer clima, para desfilar pelas poças da paixão. Saltos que fazem o mundo tremer. Quem acredita em calçar números maiores e dar uma pequena caminhada, um pequeno trote, um pequeno passeio antes de dizer: "Eu conheço a sua história."
Um brinde aos que vivem. A vida como uma carta de amor . Como um par de sapatilhas de couro bem usadas. Como uma roda-gigante — girando, girando — e todas as suas partes tocadas por grandes histórias de amor e rapazes que costumavam ajudar as moças a subir.
Um brinde àqueles que riem em meio ao trovão. Choram na lama. Dançam ao som das gaitas de foles da tristeza. Um brinde àqueles que ouvem música, mesmo quando as canções sagradas da infância ficam presas na garganta, sufocadas pelo medo.
Um brinde àqueles que vestem a alegria como um suéter. Como um vestido de noiva que você deseja usar enquanto come panquecas com Nutella. Seus pés descalços na bancada. A cauda branca pendurada nos azulejos. Rindo, sempre rindo, enquanto saboreiam mais uma porção de panquecas de mirtilo.
Um brinde àqueles que escolhem ser incansáveis. Com seu propósito. Com sua ambição. Com seus desejos. Com sua vocação.
Um brinde àqueles que conhecem sua vocação e sabem que ela é muito maior do que um cubículo ou um salário jamais serão. Uma vocação para ser luz. Para ser uma lanterna. Para ser um fósforo na escuridão. Uma luz forte no apagão. Uma estrela brilhante no céu de uma noite sem esperança.
Um brinde àqueles que amparam os outros. Àqueles que não precisam acreditar em karma para compreender a "humanidade" e como suas rugas permanecem nos rostos dos outros. Os doentes. Os pobres. Os solitários. Os oprimidos.
Um brinde àqueles que dizem "Basta" e "Chega!". Que acreditam em coisas tão loucas quanto um mundo onde as crianças possam sentir a barriga cheia antes de dormir. E sonhar. E ter paz. Onde as meninas possam sentir o incômodo do uniforme escolar e deixar os braços cansarem de tanto carregar livros lindos.
Um brinde àqueles que acreditam. Num amanhã repleto de promessas. Em conversas onde almas desnudam segredos. Em noites longas e joelhos que se tocam sob os cobertores. Em manhãs que guardam a solidão.
No ar, ofegante e gemendo, ansiando por ser sugado e transformado. Em gratidão. Em orações. Em votos de felicidades que flutuam até os lóbulos dos ouvidos alheios. Em "olás" e "adeus" que nunca mais nos deixam os mesmos. Em uma vida emocionante e delicada, como a primeira vez que vimos o domador de elefantes dançar.
Em algo maravilhoso que nos deixará em cadeiras de balanço, na velhice, dizendo em voz alta: "Um brinde à doçura que nunca consegui definir. Alguns chamam isso de 'vida', mas me deixou sem fôlego demais para lhe dar um nome."
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6 PAST RESPONSES
Wow...
Thank you Hannah! It feels like Spring now.
Thank you Hannah. I am working on a doctorate degree studying the effects of climate change on the food system and have become so depressed I've been seriously contemplating hanging it all up, knowing full well that I cannot go back to not knowing what I know. My only solution; to press forward through the morass of an incredibly complicated solution to come out the other side with some sort of answers that will help humanity adapt and enjoy the process. Our situation is to dire to give up. I've printed your manifesto and pinned it to the wall in front of my desk for easy and frequent reference. Keep writing Hannah, the world needs your vision!
Oh, my Hannah, you are a darling spirit and send out sparks of life to everything you touch, infusing all with your light, to share and dare others to share. On you, all goodness. Spark away. You have inspired even the oldish and worn-ish to remember what it's like to be one's real self in the world. It's nice to know you're alive on earth.
Thank you Hannah for sharing your beautiful view of the Possibilities within this world. Every line is a quote I adore. a fave: "Here’s to the ones who know their calling and that it’s greater than a
cubicle or a paycheck will ever be. A calling to be a light. To be a
lantern. To be a match in the darkness. A flashlight in the power
outage. A bright star in the sky of a night that lost hope." Here's to sharing our light. Love & Hugs from my heart to yours. You can bet I will continue to share this lil light of mine through Story, Hugs and Hope. <3
What's the one tip to help someone have the courage to be one of The Ones?