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A Coisa Mais Gentil Do Mundo

A coisa mais gentil do mundo é uma mente aberta. Como ela não acredita no que pensa, é flexível, permeável, sem oposição, sem defesa. Nada tem poder sobre ela. Nada pode resistir a ela. Nem mesmo a coisa mais dura do mundo — uma mente fechada — consegue resistir ao poder da abertura. No fim, a verdade flui para dentro dela e através dela, como água através da rocha.

"Quando a mente se torna estudante de si mesma, aprende que nada no mundo pode se opor a ela: tudo está a seu favor, tudo a enriquece, a ilumina, a nutre, a revela. Ela continua a se abrir, porque está em um estado destemido e indefeso, e tem fome de conhecimento. E quando percebe que não é nada, pode penetrar em todos os lugares, mesmo quando não há espaço para ela, nenhum lugar para recebê-la."

As pessoas têm medo de ser nada. Mas ser nada é apenas um aspecto disso. Não só não é algo a temer, como é motivo de celebração. Sem a sua história estressante, não há estresse — obviamente! Quando você não acredita nos seus pensamentos, só existe riso e paz. Há nomes para um lugar assim. Eu o chamo de paraíso. E como as pessoas podem saber o que é o nada enquanto ainda acreditam no que pensam? "Melhor alguma coisa do que nada" — será que você pode ter certeza absoluta de que isso é verdade?

A mente verdadeiramente aberta não tem outro objetivo ou propósito além de ser o que é. Não está apegada a conceitos de eu ou outro. Ela percebe que, em última análise, não existem humanos, não existe mente. Quando a mente se abre, você perde tudo, com gratidão. Estou sentada aqui como uma mulher, e na próxima percepção sou uma galáxia ou uma formiga. Não importa. Você perde tudo, e então há o retorno. Num dia em que seu cabelo está bom, você não adora se olhar no espelho? É assim que é. Você está se olhando no espelho para o nada, encantada. Quando você não é nada, é sempre um dia em que seu cabelo está bom. […]

A mente surge, se é que surge, apenas para se extinguir. O mundo projetado desaparece primeiro, depois a mente que o projetou. Nenhum vestígio permanece. O silêncio é tudo o que é possível — a abertura de nunca ter existido em primeiro lugar. É aí que eu vivo. Quando acaba, acaba. Você não pode criá-lo nem descriá-lo. Você não iria querer.

-- Byron Katie, em " Mil Nomes para a Alegria "
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