VALIDE OS SENTIMENTOS DOS ALUNOS. ESCUTE E QUESTIONE.
Os alunos terão sentimentos intensos sobre o mundo em transformação ao seu redor; não os reprima. Não lhes diga como se sentir. Seu objetivo é ajudá-los a explorar, processar, pensar criticamente e crescer. Não substitua seus sentimentos ou perspectivas pelas respostas "corretas". As experiências, pensamentos e sentimentos deles são válidos. Ouça a raiva e a mágoa deles. Você pode incentivar a discordância respeitosa, mantendo também um espaço seguro para grupos vulneráveis. Estabeleça diretrizes claras para a discussão e siga-as. Não se surpreenda com as respostas dos alunos; aprenda a questioná-los e a conversar com eles sobre seus sentimentos.
2. ANALISE AS IMAGENS E A LINGUAGEM IMPACTANTES DA MÍDIA EM CONJUNTO.
Dedique um tempo para analisar, junto com os alunos, as imagens e a linguagem presentes nas notícias. Pergunte que tipo de imagens eles estão vendo e quais rótulos ouviram. Isso ajuda a identificar suas dúvidas, medos e concepções errôneas. Os alunos estão vendo fotos e vídeos de diversas marchas em massa, com pessoas comuns unidas em busca de justiça? Ou estão vendo imagens assustadoras de incêndios, armas, destruição e violência policial? A alfabetização midiática é importante: ajude os alunos a questionar suas fontes, por que a mídia mostra mais algumas imagens e não outras? Dedique um tempo para analisar termos como "tumulto", "saqueador", "criminoso" ou "terrorista". Questione o uso desses termos ao longo da história. Quando essas palavras são usadas? Existem circunstâncias semelhantes em que elas não são usadas? O que elas significam? Trata-se de uma revolta, uma rebelião ou um motim? Qual a diferença? Ajude os alunos a refletir sobre esses termos e ideias.
3. ENSINE A VERDADEIRA HISTÓRIA:
A mudança social raramente foi "pacífica".
Nos Estados Unidos, muitos foram ensinados que a mudança social efetiva é sempre pacífica, ordeira e não violenta. Essa versão da nossa história é uma completa invenção, ahistórica e falsa. Os alunos precisam saber que a "agitação civil" não é novidade e não é antipatriótica. Pode ser muito dolorosa e assustadora a curto prazo, mas, a longo prazo, os movimentos organizados por justiça frequentemente conquistam mais direitos para todos. Ensine a realidade do movimento histórico pelos direitos civis, do movimento feminista e do movimento trabalhista, nos quais organizadores foram espancados, presos, mortos e frequentemente denunciados pela imprensa. Não tenha medo de pedir aos alunos que façam comparações e conexões com os dias de hoje. Ensine sobre a realidade da violência terrorista supremacista branca (que historicamente recebeu diferentes níveis de apoio e conivência daqueles no poder) e as maneiras pelas quais organizadores e comunidades enfrentaram essa violência ao longo do tempo. Aborde os temas sombrios, mas destaque a capacidade de ação e a resiliência nos movimentos por justiça. Esse conhecimento pode ajudar os alunos a processar e se preparar para os desafios que podem enfrentar nos movimentos por justiça hoje.
4. ENSINE O MOVIMENTO:
Nossos direitos foram conquistados por meio da organização.
MESMO EM TEMPOS SOMBRIOS.
Nossos direitos, os direitos dos afro-americanos, dos trabalhadores, das mulheres, das pessoas LGBTQ+ e de muitos outros, não nos foram concedidos por políticos benevolentes, mas sim conquistados por muitos anos de organização militante, persistente e popular por pessoas oprimidas. Os alunos precisam entender o poder dos movimentos de massa para gerar mudanças, e há ampla evidência em nossa história para ensiná-los. Apresentem aos alunos exemplos a seguir, ensinem sobre pessoas como eles, que encontraram maneiras de usar seus talentos, habilidades e paixão para lutar por justiça mesmo em tempos sombrios. Isso é importante para dar aos alunos esperança e senso de responsabilidade, a ideia de que eles podem fazer algo agora mesmo para ajudar a mudar este mundo para melhor. Certifiquem-se de que os alunos vejam que estamos cercados por pessoas comuns que se organizam para tornar nosso mundo um lugar melhor, todos os dias.
5. CRIE ESPAÇO PARA COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS E
PROCESSAR JUNTOS
Dedique um tempo para tornar sua sala de aula um lugar de cura e fortalecimento. Incentive a reflexão, a escrita, a arte e práticas terapêuticas ao abordar esses temas estressantes com os alunos. Participe dessas atividades com eles, reflita e compartilhe também alguns dos seus sentimentos. Deixe-os saber que é normal sentirem o que sentem. Verifique o bem-estar emocional dos alunos com frequência. Compartilhe notícias e atualizações sobre ações positivas de organização comunitária para aqueles que desejam se envolver mais. Sempre que possível, participe de movimentos e compartilhe sua experiência com os alunos; isso ajudará a desmistificar os protestos e a diminuir o medo entre eles. Busque maneiras de incorporar a conexão com o movimento à sua prática em sala de aula e ofereça apoio aos alunos que desejam se engajar em movimentos por justiça.
Para uma orientação mais detalhada, confira o vídeo “Como ensinar sobre os protestos de George Floyd” em nossa página de recursos para educadores antirracistas !
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I do not have time at this moment to read this piece however, Paulo Freire's quote, "The educator has the duty of not being neutral" strikes me as problematic. I think the opposite is true; otherwise the teaching becomes propaganda. It is the teacher's role to expand student's thinking, not impose one's own agenda,, limiting the students ability to think for themselves.
Mr. Freire's thinking is very much the problem in today's' university -- mod/mono-thinking.
I am a senior citizen, I take classes at the university in my city. My recent two classes were Proverbs and Classical Poetry. There should have been no room for politics in those classes. It was most disturbing to me that both professors exploited their positions to promote their liberal political agendas. I lean liberal still, I was more than a little disturbed by it on many levels.
I have great concerns about the message that says - what has been taught is all wrong -- my teaching is the right teaching.
Sorry, no time to continue.
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