O trem o derrubou e ficou por cima dele enquanto o metrô passava por cima. Antes que o condutor percebesse, todos os vagões, exceto dois, já haviam passado por cima do homem caído e de Wesley. O chapéu de Wesley estava engordurado.

A inteligência de Wesley não é previsível. Ele estava com duas filhas, naquela mesma estação de trem, e mesmo assim estava disposto a sacrificar a própria vida por um completo estranho nos trilhos. Isso não é resultado de algo mecânico, mas sim um momento de beleza que emerge de um complexo conjunto de interconexões em sua ecologia interior. Como aprendemos a honrar essa profunda inteligência que já é inerente a todos nós? Como aprendemos a integrá-la ao incrível poder computacional, ao gigantesco volume de dados e aos sofisticados algoritmos que agora estão à nossa disposição? E, mais importante, como garantimos que agiremos com esse tipo de amor? Como garantimos que, em vez de tentarmos dominar a natureza, estejamos em harmonia com o seu surgimento?
Acho que esse é o convite: acolher todas essas questões e construir uma nova narrativa.
No fim, se alguma vez ficarmos presos entre a opção ABC ou D, espero que nossos algoritmos sempre nos apontem para o amor.