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Fazendo Amizade Conosco mesmos: Um Convite Ao Amor

Você é a pessoa que você estava esperando.
~ Byron Katie

Tudo floresce quando nutrido pela nossa gratidão. Se desejamos uma vida mais plena, certamente nos beneficiará abandonar o fardo de metas incessantes, obrigações, aspirações e a necessidade de realizações. Podemos nos libertar da ladainha de ideias sobre o que precisamos ter e consertar, quem devemos ser e de quem precisamos da permissão para sermos gratos por quem somos. Podemos até mesmo deixar de lado muitas das limitações que aprendemos a impor a nós mesmos no mundo. Não precisamos fazer, ter ou ser nada para merecermos nossa própria aceitação e gentileza. Em vez disso, podemos nos voltar para nós mesmos, oferecendo-lhes uma gratidão mais misericordiosa por cada aspecto de quem somos, exatamente como somos. Tudo. Aqui. Agora. Perfeitamente imperfeitos. Imperfeitamente perfeitos.

É profundamente humano – e culturalmente incentivado – o desejo de trabalhar, mudar, aprimorar e tentar nos "melhorar". Mas, antes de qualquer esforço em direção ao autoaperfeiçoamento, à transformação pessoal ou à transcendência, há grande sabedoria em primeiro aprender a nos aceitar com compaixão e a nos apreciar atentamente pela plenitude e verdade de quem somos e de como chegamos até aqui. Nos beneficiamos muito ao nos relacionarmos conosco mesmos com olhos e corações bem abertos, e com uma aceitação abrangente e inclusiva dos muitos aspectos de nós mesmos que talvez tenhamos nos inclinado a negar ou que outros nos predisponham a rejeitar. As partes exiladas. As formas patologizadas de ser. Os sentimentos marginalizados. As mágoas ocultas. As sensibilidades julgadas. Descobrimos uma generosa capacidade de empatia quando aprendemos a nos aproximar de nossas feridas com a terna curiosidade e o cuidado de um amigo íntimo.

Reconhecer que a condição humana compartilhada é de vulnerabilidade pode oferecer grande alívio e paz: as maneiras pelas quais nos percebemos como "outros", imperfeitos e/ou deficientes são, infelizmente, mais "normais" do que incomuns e, muitas vezes, são a fonte de nossas experiências compartilhadas mais profundas e conexões com os outros. Muitos de nós sofremos por muito tempo nos sentindo "outros" e, em seguida, nos sentindo ainda mais "outros" por nos sentirmos diferentes, ou nos sentindo mal por nos sentirmos mal. O medo de não fazer o suficiente se traduz em não sermos suficientes. Fazer algo errado pode nos fazer sentir que há algo errado conosco ou que estamos completamente errados. Julgar, compartimentalizar e nos criticar pode levar a mais do mesmo. A prática de intervir nesses autojulgamentos — e no julgamento de nossos julgamentos — com aceitação incondicional, apreciação e compaixão é o caminho da auto-amizade.

Quando pensamos em cultivar a amizade conosco mesmos, podemos encarar essa prática como uma experiência de desdobramento, um processo lento e constante rumo ao amor incondicional. Podemos nos aproximar, ouvir atentamente, cuidar de nós mesmos com paciência e acolher com interesse e curiosidade o que nos é revelado. Podemos nos deleitar em descobrir e nomear nossas peculiaridades, idiossincrasias, anomalias e excentricidades. Podemos oferecer compaixão e ternura por aquilo que nos desafia. Podemos praticar a contemplação em vez da depreciação, a amizade em vez da inveja. Podemos nos acolher como desejamos ser acolhidos, como já fomos acolhidos e como, por vezes, nos sentimos acolhidos no mais amplo abraço de pertencimento e Unidade.

Uma forma de iniciarmos a prática da amizade é explorar e conhecer a nós mesmos como se estivéssemos contemplando um recém-nascido em plena beleza. Nossa essência se torna muito mais acessível na infância. Se pudermos nos tratar com a ternura e o carinho incondicionais que dedicamos a uma nova vida, poderemos nos conhecer de uma nova maneira. Tornar-se – e permanecer – encarnado é nada menos que milagroso em muitos níveis. Pode ser de tirar o fôlego, regularmente, contemplar nossa magnificência – sim, mesmo em meio às nossas imperfeições. Se acolhermos nossas vulnerabilidades e sensibilidades como fontes valiosas de conhecimento sobre como merecemos e precisamos ser tratados, e se nos honrarmos com compaixão, podemos forjar uma amizade duradoura que trará bênçãos a todos os aspectos de nossa vida e da vida dos outros.

Costuma-se dizer que não se pode amar os outros sem antes amar a si mesmo. A experiência de o amor ser inacessível àqueles que primeiro não se amam – dando, recebendo, incorporando – é, na verdade, mais uma questão de grau. Mas, no panorama geral da vida, por que não estar disponível para compartilhar amor ao máximo? Portanto, aprender e aproveitar a oportunidade de oferecer a nós mesmos os ingredientes essenciais do amor – compaixão, bondade e apreço – é um foco extremamente valioso para aprender a conviver com os outros. A prática comprometida da auto-amizade incondicional é a base formativa das qualidades e capacidades que levaremos a todos os nossos círculos de relacionamento, para viver nossa vida em todas as suas manifestações e momentos, e para nossa capacidade de nos entregarmos plenamente para amar verdadeiramente o mundo.

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COMMUNITY REFLECTIONS

2 PAST RESPONSES

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Kristin Pedemonti Jul 29, 2019

Thank you for this beautiful reminder of the power of self-love, I appreciate the word choice of "befriending "♡

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Patrick Watters Jul 28, 2019
Anam Cara is the Celtic term for what Patti and I practice daily with others, and of course with each other. It is transformational intimacy and authenticity. It is deepest unity in the Lover of all souls. It knows no religious or racial boundaries.“We discover a gracious capacity for empathy when we learn to lean into our hurt places with the tender curiosity and care of a close friend.”- Kristi Nelson -Of course we must first lean into and accept our brokenness while simultaneously seeing and knowing ourselves as The Beloved of Divine LOVE Themselves.“When we think about befriending ourselves, we can approach the practice as an unfurling experience, a slow and steady unfolding toward unconditional love.” - Kristi Nelson -http://m.dailygood.org/stor...#unfurling #newlifeHoofnote: When Patti and I visited friends (family really) in New Zealand for our 25th anniversary, we often stayed with or spent time with Māori tribal people. One of the most beautiful and memorable thi... [View Full Comment]